|
Parques Nacionais
Parque Nacional da Tijuca
Autor: Paulo C. Barreto
A densa cobertura vegetal do único Parque Nacional situado em área urbana significa o sucesso do reflorestamento: 80 mil árvores foram plantadas no século XIX para recobrir a área do Maciço da Tijuca, então devastada pela extração de madeira e pela agricultura. »»»
O parque fica no centro da cidade do Rio de Janeiro, nas montanhas do Maciço da Tijuca.
Como chegar
O Parque é dividido em três blocos e tem vários acessos. O bloco da Pedra da Gávea/Pedra Bonita é alcançado pela Estrada das Canoas, partindo de São Conrado. O portão principal, que conduz à Floresta da Tijuca, fica no Alto da Boa Vista. A Serra da Carioca -- maior bloco, onde ficam o Corcovado e a Vista Chinesa -- é atravessada pelas Estradas do Redentor e das Paineiras (do Alto da Boa Vista ao Cosme Velho) e pelas Estradas da Vista Chinesa e Dona Castorina (da Gávea Pequena ao Jardim Botânido). Uma alternativa para chegar ao topo do Corcovado é o trem, com estação na Rua Cosme Velho.
Horário
O parque é aberto à visitação diariamente das 7h às 18h e a entrada é grátis. No mirante do Corcovado paga-se R$ 5 por automóvel mais R$ 5 por passageiro.
O que fazer
A apenas 20km do centro, o Parque proporciona desde passeios ecológicos amenos até escaladas avançadas. Depois de um período de relativo abandono, pouco a pouco as trilhas estão sendo recuperadas e antigos mirantes são reabertos. Os principais mirantes podem ser alcançados por estradas asfaltadas, mas nas áreas afastadas do circuito do turismo convencional há inúmeras trilhas que atravessam a floresta, como a conduz ao o Pico da Tijuca (1.021m), ponto culminante do Parque. Outra trilha muito procurada é a da Pedra da Gávea (842m). Na mesma região, a Pedra Bonita (696m) é uma rampa natural usada pelos praticantes do vôo livre, com pouso na Praia do Pepino, em São Conrado. Montanhistas se surpreenderão com as condições de escalada no meio de uma metrópole: esperem grandes aventuras, por exemplo, na subida do costão do Corcovado (local do Cristo Redentor, a 704m).
O que ver
A vista dos arredores, que alcança 100km em dias claros, é a maior recompensa depois das longas caminhadas. Pode-se observar em toda a parte o resultado do reflorestamento, feito com mudas da Mata Atlântica: atualmente a vegetação não se distingue de uma mata nativa. Há várias construções históricas, como a casa do barão de Taunay, onde atualmente funciona um restaurante, e a Capela Mayrink, de 1850, Uma boa notícia é a demarcação de uma pista mista para bicicleta e pedestre no asfalto que cruza a floresta
Quando ir
Para fazer trilhas, o período mais indicado vai de junho a setembro, pois é o mais seco. Porém, o verão oferece melhor visibilidade da cidade a partir dos mirantes. Cuidado com as fortes chuvas do período.
Onde ficar
A hospedagem é na cidade do Rio de Janeiro e o que não faltam são opções. O parque possui um centro de visitantes, com sala da exposição e de vídeo, auditório, biblioteca, lanchonetes e restaurantes
Dicas
Não se esqueça de levar um bom agasalho: a temperatura no alto é bem inferior à da cidade. Uma referência útil para os caminhos do Parque e arredores é o livro Novas Trilhas do Rio, de Pedro Menezes (Ed. Salamandra). As dezenas de caminhos do parque agora estão demarcadas. O importante é que o visitante não entre em atalhos para não se perder.
Contato
Estrada da Cascatinha 850, Rio de Janeiro, RJ, CEP 20531-590. Telefone: (21) 570-4389. Telefone: (21) 492-2252
|